Roteiro de 4 dias para visitar Lisboa, a cidade das 7 colinas

Visitar Lisboa: Torre de Belém

Há algum tempo que ouço muito falar de Lisboa, todas as pessoas que conheço que visitaram esta cidade ficaram maravilhados. Decidi trocar os planos deste verão e visitar Lisboa, a capital portuguesadurante quatro dias. Vamos ver se a cidade das 7 colinas é realmente tão especial como as pessoas dizem

Dia 1: Chegada a Lisboa

Cheguei ao aeroporto de Lisboa às 14:30. Depois de alguns minutos na fila para apanhar o táxi, lá fui para o apartamento que tinha reservado perto do Cais do Sodré, no centro de Lisboa. Depois de 15 minutos e ter pago 12 , o táxi deixou-me no apartamento da Margarida, a anfitriã que tinha contactado no Airbnb.

Como a Margarida estava um pouco atrasada, aproveitei para comer algo no café por baixo do apartamento. Pedi duas tostas mistas pois o pequeno-almoço já tinha sido há umas horas mas quando vi a chegar os dois pratos fiquei assustado.

As duas tostas mistas pareciam que eram para quatro pessoas. O tamanho dos pratos pode variar bastante em função do estabelecimento. Se for como eu, então é uma pessoa que come pouco – pergunte como é servido o prato antes de pedir, evitará assim ter de pagar e deixar metade no prato.

Quando a Margarida chegou, fui descobrir o apartamento. As primeiras impressões foram muito boas, o apartamento era tão bonito como nas fotos e a Margarida recebeu-me muito bem, dando dicas sobre a cidade, os restaurantes, os lugares onde podia divertir-me e onde podia ir às compras para depois comer no apartamento.

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O fim do dia foi dedicado às compras e à preparação do jantar – como estava um pouco cansado, decidi ir cedo para a cama para estar em forma no dia seguinte para começar a visitar Lisboa.

Dia 2: Castelo de São Jorge e visitar Lisboa no elétrico n° 28

Sair da cama neste primeiro dia completo na cidade das sete colinas foi difícil. Como fiquei no primeiro andar, o barulho do café impediu-me de dormir até este encerrar; decidi então que nos próximos dias iria para a cama um pouco mais tarde do que na noite anterior para evitar este constrangimento.

Se você quiser ir para a cama cedo, evite os bairros onde há muitos bares e discotecas.

Por volta das 10:00 fui até à estação do Cais do Sodré comprar o passe Viva Viagem. Com este cartão irá poder comprar bilhetes de metro/autocarro/elétrico à unidade, ao dia ou ao mês. Optei por bilhetes ao dia que permitem andar de transportes públicos as vezes que quiser durante 24h – quando visitar Lisboa, escolha esta opção.

O bilhete diário permite andar de metro, autocarro, elétricos e elevadores de uma forma ilimitada e começa na primeira passagem nos transportes e é valida até ao dia seguinte à mesma hora.

Saí do metro e fui a pé até à Praça do Comércio onde tentei apanhar o elétrico para o Castelo de São Jorge.
Cada elétrico que passava estava lotado e havia cerca de 15 pessoas à minha frente, depois de alguns minutos, abandonei a ideia e apanhei um pequeno autocarro que faz exatamente o mesmo percurso que o famoso elétrico n° 28.

Assim que cheguei ao topo para admirar o castelo, fui primeiro visitar as ruas em seu redor onde se pode encontrar uma atmosfera que me fez lembrar uma aldeia, um pouco como Montmartre, em Paris.

Depois de esperar 10 minutos para comprar os bilhetes para o Castelo de São Jorge, dei conta que eram horas de comer.

Como um verdadeiro turista, fui comer num restaurante que não costumo recomendar. Está a ver os restaurantes que têm a ementa em várias línguas? Os restaurantes “apanha turistas”. Os empregados foram simpáticos, a comida era boa, mas o preço foi 35 % mais caro do que num restaurante “normal”.

A vista de Lisboa a partir do castelo é linda, o lugar em si é lindo e passei um bom momento, mas do castelo, já só existem as paredes exteriores.

Achei um pouco exagerado os 7,5 € que tive de pagar na altura (e recentemente os preços voltaram a subir, para 8,5 €). Se percebi bem, o número de turistas vai aumentando e os preços seguem o mesmo caminho. Provavelmente uma maneira de limitar as entradas e/ou ganhar mais dinheiro!

 No regresso, já consegui apanhar o elétrico n° 28, que me deixou em frente à Assembleia da República, onde pude assistir à receção do presidente da Alemanha pela presidente da assembleia.

Acabei o segundo dia com uma caminhada pelas ruas à volta da assembleia e fiz o caminho até ao apartamento a pé. Quis visitar Lisboa saindo dos sítios turísticos para conhecer a alma lisboeta.

Dia 3: Elétrico n° 28, Cristo Rei e Belém

Como no dia anterior não consegui visitar Lisboa no famoso elétrico nº 28, pelo menos em boas condições, decidi começar o dia visitando todos os bairros turísticos de elétrico.

Se quiser visitar Lisboa no elétrico sentado, sem um monte de passageiros, levante-se cedo. Entre as 8h e as 10h a capital ainda está a dormir, é o momento perfeito para descobrir Lisboa.

 

Aconselho que faça o percurso completo no princípio da sua estadia em Lisboa pois vai permitir-lhe explorar a cidade, sem qualquer esforço, e vai poder escolher os bairros que quer ver durante a sua estadia.

Quando cheguei ao fim do percurso apanhei o metro até ao Cais do Sodré, onde apanhei o barco para visitar o Cristo Rei.

O passe Viva Viagem, não permite apanhar o barco de graça, terá que pagar bilhete pelo trajeto ida e volta. Uma vez do outro lado tem que apanhar o autocarro 101 em direção ao Cristo Rei.

Foi a estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, no Brasil, que deu a ideia ao Patriarca de Lisboa para construir um monumento de aparência semelhante. A primeira pedra do Cristo Rei foi lançada em 1949 e foi inaugurado 10 anos mais tarde.

Ao visitar o Cristo Rei, terá uma das melhores vistas sobre Lisboa.

De volta ao centro de Lisboa, fui comer num café / restaurante típico português localizado no Largo Vitorino Damásio 7. Comi 1 bitoque por apenas 7,50 €. No final, paguei 21 € (duas pessoas), ou seja 35 % menos do que no dia anterior, num restaurante turístico junto ao Castelo de São Jorge.

Quando visitar Lisboa não perca a oportunidade de ir até Belém. A tarde foi passada nesta zona, onde se encontram o Mosteiro dos Jerónimos, o Padrão dos Descobrimentos, a Torre de Belém e os famosos Pastéis de Belém.

O Mosteiro dos Jerónimos foi construído em 1502 e reflete a riqueza dos descobrimentos portugueses daquela época.

Fiquei encantado com a beleza do mosteiro – se há um monumento a não perder em Lisboa, é este. Mas fiquei um pouco dececionado com a visita, porque pensava que o bilhete de entrada dava para visitar o mosteiro todo mas, na realidade, só temos direito a uma pequena parte.

No primeiro domingo de cada mês a entrada no mosteiro é livre, nos outros dias a entrada é a pagar (o acesso à igreja é sempre gratuito). Se pretende visitar o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém compre o bilhete combinado.

O passeio continuou com a visita ao Padrão dos Descobrimentos e à Torre de Belém, mas não pude entrar pois cheguei por volta das 18h, a hora de encerramento.

Para consolar-me acabei o dia na famosa pastelaria Pastéis de Belém para saborear o melhor pastel de nata do mundo, feito aqui desde 1837.

Dia 4: Chiado e praia de Carcavelos

O meu último dia em Lisboa, começou com a visita ao Mercado da Ribeira, reaberto ao público recentemente. Gostei deste mercado: de um lado estão os restaurantes e do outro lado os produtos frescos, tais como peixe, fruta e legumes.

Em vez de apanhar o metro, preferi passear pelas ruas de Lisboa até ao Chiado. Parei no Café A Brasileira, local histórico inaugurado em 1905. Prepare-se para pagar um pouco mais do que em outros cafés – diria que aqui vai pagar a sublime decoração e a história do lugar.

O próximo destino foi o elevador de Santa Justa, o único elevador histórico de Lisboa totalmente vertical. Ele liga dois bairros e o convento do Carmo.

Se tiver o passe Viva Viagem, a subida é gratuita caso contrário terá de pagar bilhete que permite subir e descer pelo elevador e ter acesso ao miradouro.

Acabei a primeira parte do dia na linda praça Dom Pedro IV.

A parte da tarde foi dedicada a banhos de sol – a visitar Lisboa, não poderia deixar de conhecer as suas praias. Fui então até à praia de Carcavelos, a 20 minutos de comboio do centro de Lisboa.

Para ir até à praia de Carcavelos tem que apanhar o comboio na estação Cais do Sodré em direção a Cascais.

Para terminar o dia, fui visitar Lisboa de noite, um momento agradável, especialmente quando está calor!

Como deve saber nasci e vivi no norte de Portugal, e há sempre uma pequena grande rivalidade entre o norte e o sul deste belo país, mas tenho que ser sincero consigo: Lisboa encantou-me, não é apenas um mito – quando visitar Lisboa vai-se apaixonar!

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Sobre Tiago

Tiago 30 anos de idade, parisiense durante 18 anos, decidi partir para a aventura e realizar o meu sonho : conhecer o nosso país de uma ponta à outra. Acho que se não conhecemos as nossas origens não nos podemos conhecer realmente. Leia mais aqui